É, quase isso...


Sexta-feira, Setembro 29, 2006
 

postando a vida adoidado

Sempre me queixei da falta de tempo para escrever, da falta de conexão à internet, de não ter como publicar no blog, disso e daquilo. Nessa semana, por exemplo, a internet ficou meio que liberada na empresa e, já que não tenho acesso em casa, pude aproveitar um pouco. Daí reli alguns comentários que fiz ao longo da existência desse espaço, e a partir disso pude concluir que as coisas não estão certas. Noventa por cento dos textos é reclamação, choro, arrependimento, uma tristeza completa.

Convenhamos, se eu realmente quisesse manter o blog atualizado, se de fato eu estivesse determinado para tal objetivo, um jeito a gente sempre consegue dar. Talvez o tempo e o esforço empregados pra fazer tanto desabafo poderiam ter sido mais úteis pra fazer coisas mais, digamos, construtivas.

Esses dias vi numa locadora o dvd do filme Curtindo a vida adoidado (Ferris Bueller´s day off), clássico da seção da tarde. Esse é o único filme, acho, que eu gostaria de assistir dublado. Depois de ver tantas e tantas milhares de vezes na tevê, a dublagem pra mim já faz parte do filme, é algo indissociável. Pois foi o primeiro dvd que eu vi na vida que não traz a versão dublada em sua edição brasileira. Só com som original. Eu odeio filme dublado, e justamente o único filme que eu gostaria de ver com som em português não tem esse recurso! Que coisa. Enfim, para todos os demais filmes que existem, o ideal é assistir sempre com áudio original. E se o camarada entende bem a língua inglesa, vai perceber que as legendas também suprimem boa parte das falas, comentários e sacadinhas que integram a obra. Ah, e mudar de assunto às vezes faz bem!

Fábio | 10:26 | Fala que eu te escuto:


Terça-feira, Setembro 26, 2006
 

espíritos

Aproveitando um PAU que deu nos super mainframes da empresa, venho a este espaço avisar que eu NÃO MORRI. O cérebro ainda pensa, pelo menos. Não mais do que sempre pensou, ou seja, muito pouco, mas há atividade elétrica nos neurônios. Era isso. Até "mais"...

Fábio | 17:12 | Fala que eu te escuto:


Domingo, Abril 30, 2006
 

avarento aleijado

Amputaram-me as mãos. Arrancaram-me os dedos. Não posso mais reclamar. Essa dor seria menor não fosse eu mesmo o causador. Eu mesmo.

Ok, eu desisto. Meu hobbie favorito se foi. Meu passatempo predileto já não faz mais sentido nenhum. Não consigo. Minha válvula de escape não funciona mais.

Como me fazia bem praguejar, xingar, apontar defeitos, sentar o pau. Agora não consigo mais. Talvez na próxima vez que atualizar esse espaço, daqui a seis meses, eu já tenha superado, mudado de idéia, vencido os monstros que residem dentro de mim. Ah como era bom reclamar.


Reclamar de um, de outro, da chuva, do sol, da pessoa física e da pessoa jurídica. Reclamar de seres inanimados, desanimados, amparados e desamparados.
Reclamar de quem reclama, de quem cala, de quem expressa e de quem não sabe que alguém está reclamando.

Reclamar do quê agora, afinal? Xingar a quem, a quê, onde e por quê?

Não dá mais.

Fábio | 13:29 | Fala que eu te escuto:


Quarta-feira, Dezembro 28, 2005
 

você que manja de html

Milhares de e-mails estão chegando à administração deste site reclamando do novo layout dos textos. Uns reclamam da fonte, outros do alinhamento, e alguns até elogiaram.

Pois esta mudança foi fruto de uma falha, um tilte, um pau, seja o que for, do blogger.com. Não foi desejada. Entretanto todas as tentativas para reverter o quadro se mostraram ineficientes, por pura ignorância dos administradores. Quem quiser dar umas dicas de como voltar à situação anterior, sinta-se à vontade!

Fábio | 09:35 | Fala que eu te escuto:


Segunda-feira, Dezembro 26, 2005
 

Ó nois aqui

Quase um ano sem computador. Faz duas semanas que estou de computador novo. Foi importante ficar sem computador, precisei bastante mas me virei tranqüilo.

PS: de computador novo mas sem www ainda. Isso foi postado graças ao browse at work, o melhor burlador que achei até agora. Enquanto não bloqueiam este...

Fábio | 08:09 | Fala que eu te escuto:
 

Feliz Natal

E que todo mundo possa dizer que é uma pessoa melhor desde o último Natal, e que diga o mesmo no próximo. E assim por diante. São os meus votos para todos.

Fábio | 07:57 | Fala que eu te escuto:


Quarta-feira, Setembro 14, 2005
 

esse dono de blog não vai desistir nunca?

O cara fica sem postar e esse blog vira essa baderna. Não sei como foi ocorrer essa desconfigaração na fonte. Mas grande coisa também. Quando as publicações voltarem à todo vapor eu dou uma mexida. Uma renovada geral, quem sabe... Who cares anyway?

Ontem à noite fui numa escola de um bairro pobre da cidade, para uma reportagem sobre alfabetização de adultos. Conversei com um sujeito de 42 anos, que, sem querer querendo, contribuiu mais para minha reflexão do que para a matéria em si. Era o primeiro dia de aula da vida dele.

"Cansei de chegar em casa chorando por não ter conseguido um trabalho dos mais ingratos, porque não sabia ler."

"Eu moro sozinho, e tu não sabe como é ruim a gente não ter o que fazer e não poder ler um livro para passar o tempo."

"Vejo as pessoas falando de política, assuntos bancários, e coisas de lojas, e fico triste por não poder participar. Fico sempre de escanteio."

"Eu estava morrendo de medo de vir aqui, estava com vergonha, nervoso. Esqueci até de comprar caderno e lápis. Mas a professora é legal, os colegas também. Estou feliz e agora vou até o fim. Um dia, Fábio, tu vai te deparar com um livro escrito por mim, e tu vai lembrar de mim."


Tratava-se de uma pessoa visivelmente humilde, mas com uma vontade de ser alguém, com uma determinação que muitas vezes me falta, mesmo tendo eu muito mais condições que ele. E pensar que às vezes tenho preguiça de ir pra faculdade.

"Coloquei minha melhor roupa hoje, até engraxei esse sapato, pra não fazer feio na aula. Uns amigos me mostravam revistas e eu dizia que só via figurinhas. Deixa só eles fazerem isso de novo! Vamos ver quem é que vai rir agora."

Parecia um guri. Mentalmente, é um guri. E esse guri vai longe.
Espero me lembrar sempre disso, e parar de reclamar por tanta coisa pequena.

Fábio | 14:07 | Fala que eu te escuto:


Domingo, Maio 22, 2005
 

achei um computador com internet

Dois meses sem postar. Infelizmente, porém, eu não morri. Estou aqui ainda. Meio sem tempo, sim. Sem computador, sim. Mas vivo. (Ficou meio trágico esse "mas vivo", parece que voltei da guerra).

Foi anunciado o fim das exibições do programa do Chaves. Apesar disso, continua passando. Incerto até quando. Deixo então uma pérola de sabedoria desse que é o melhor programa de humor de todos os tempos da televisão. Sabe das coisas o mexicano.

A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.

Fábio | 21:09 | Fala que eu te escuto:


Quinta-feira, Março 24, 2005
 

fauna brasileira

Liminar obriga porteiro a chamar juiz de "senhor"

Fábio | 17:43 | Fala que eu te escuto:


Terça-feira, Março 22, 2005
 

tomaram de assalto o poder legislativo

"Ou teremos um ministro, ou tomaremos uma posição diferente". As palavras do ilustre presidente da câmara dos deputados, senhor Severino Cavalcanti, têm uma semelhança fraternal com um bilhete de sequestrador: "Ou paga os vinte mil, ou cortamos ela em pedaços tão pequenos que vocês não vão poder diferenciar as orelhas dos pés". Como eu havia comentado esses dias, o jogo de interesses (e de egos) que ocorre na disneylândia, digo, na câmara, é realmente nojento. O presidente da casa parece uma criancinha birrenta que se atira no chão quando a mãe tenta puxá-la pela mão. Ele quer porque quer que o ministério das comunicações seja entregue a Ciro Nogueira (PP-PI). Caso contrário, Severino ameaça o governo de se aliar ao PFL na oposição. Esse ultimato foi dado ontem, num discurso em Curitiba. À noite, Lula chamou o bebê para uma conversinha, e disse que se ele não baixar o tom do choro, não leva doce, digo, ministério algum. "Foi um discurso emocionado, de cabeça quente", justificou-se Severininho. O pior é que esse sujeito, depois de aumentar a verba de gabinete em 25% (chegando a R$ 44.187,50 mensais) e de empregar parentes em cargos comissionados (cujos salários chegam a R$ 7.503), provavelmete vai ganhar mais essa.

Na carta de apresentação da câmara dos deputados, está escrito que a instituição "exerce atividades que viabilizam a realização dos anseios da população". Está tudo explicado e dentro dos conformes, afinal Severino e seus familiares fazem parte da população. O site oficial do menino diz que ele "vem se destacando na luta em defesa da Família". Corretíssimo! Pena que é só da família dele.

Buáááá...

Fábio | 12:35 | Fala que eu te escuto:


Quinta-feira, Março 17, 2005
 

indiana jones não procurava um cálice

E eis que finalmente o vaticano não se conteve e resolveu espernear reclamando das "blasfêmias" do Código da Vinci. Para alegria de Dan Brown, os padres abriram o bico, e com isso acenderam o estopim da bomba que vai aumentar instantânea e violentamente a já recordista vendagem do polêmico thriller, que mescla ficção com história. Eu achei o livro MUITO bom. Quando está prestes a interromper a leitura pra continuar mais tarde, o leitor é literalmente coagido a avançar mais um capítulo, tal a tensão e a velocidade impressas pelo autor na obra. Apesar de o número de reviravoltas que acontecem na parte final parecer ligeiramente além da conta, o livro vale a pena.

Quanto à parte histórica da coisa, é justamente o que a igreja está questionando. Querem fazer um seminário sobre o tema e provar por a mais b que as teses descritas por Brown são papo furado pra vender livro. Na verdade vão fazer ainda mais estardalhaço para promover o autor. Eu confesso que nunca mais vou olhar pra monalisa do mesmo jeito. Nem pra última ceia. Isso por si só já é uma baita publicidade, pois as máscaras que o livro arranca da igreja católica são grandes. A reflexão e a expectativa sobre o que é o santo graal foram bem tramadas. Dizer que Jesus se casou com Maria Madalena e teve com ela um filho não é pouca merda. Trazer à tona novamente, num enredo sortido de fatos reais (ok, alguns meio obscuros), que a igreja demonificou os símbolos das ancestrais religiões pagãs e caçou aqueles que tentaram preservar a verdade, é também, no mínimo, polêmico. Não é à toa que já está virando filme.

De qualquer maneira, o livro causa reações fortes em quem o lê, sejam elas positivas ou negativas. Já vendeu dezenas de milhões de exemplares, já originou inúmeros livros que quebram, decifram e explicam o tal código da vinci, e agora desperta a ira dos intocáveis clérigos que habitam o menor país do mundo.

Mas que carinha mais safada, hein...

Fábio | 15:40 | Fala que eu te escuto:


Terça-feira, Março 15, 2005
 

pouco de introspecção despropositada

Então. Sem tempo de escrever, sem vontade de escrever, e principalmente sem idéia pra escrever. Talvez as idéias até existam, mas estão de tal forma desorganizadas na cabeça que fica difícil pôr no papel (ou no computador). Recortes de idéias, que orbitam na mente, que vêm e que somem, depois aparecem de novo, e que são esquecidas pra sempre. Nunca gostei de falar na primeira pessoa, mas é só o que tenho feito ultimamente. Já pensei em ter dois blogs, um assim mesmo, dedicado a essas viagens introspectivas, e outro pra exercitar a escrita, talvez algo de cunho jornalístico, algo só de lides. Mas se não cumpro a meta diária, semanal (e nem mensal!) de postagem aqui, como duplicar a tarefa? A gente faz as coisas pelos dias que passam, coisas de rotina e coisas pra variar, e acaba deixando as idéias escorrerem pelos dedos. Eu podia falar das músicas que tenho ouvido, dos filmes que tenho visto, dos livros que tenho lido. Podia falar das coisas que me deixam indignado, isso é o que mais há. Mas talvez eu esteja reclamando demais. Talvez eu deva procurar coisas bonitas pra falar aqui. O que falta, quem sabe, é saber deixar pra lá. A páscoa vai vir e vai passar, e eu não preciso ficar reclamando de como é ruim ir ao supermercado nessa época, em que tenho que andar todo torto pra não bater a cabeça nos ovos de chocolate que eles penduram nos corredores. O que vai adiantar ficar cismando infantilmente com política, que é um troço abjeto? Praguejar contra a dança das cadeiras ministeriais, onde o que menos importa é a capacidade das pessoas administrarem as pastas da saúde, educação, trabalho, e sim se isso vai atender aos interesses partidários, garantindo aprovações de projetos na câmara e no senado. Pra quê tudo isso? Válvula de escape? Opa, já estamos ao menos refletindo, fazendo perguntas, questionando. Nem tudo está perdido. Bom, meu tempo acabou, e, que bom, esse texto também. De repente eu me obrigo a escrever mais, e, pensando numa certa lógica, teoricamente haverá mais chance de sair coisa útil de se ler. E na terceira pessoa, de preferência....

Fábio | 12:34 | Fala que eu te escuto:


Sábado, Março 12, 2005
 

sem nada pra fazer

Vi o link no blog do marcos. Achei bem legal.

Fábio | 16:04 | Fala que eu te escuto:


Domingo, Fevereiro 20, 2005
 

consulte o orkut

É impressionante como as nossas manias e preferências específicas sobre qualquer coisa que exista é sempre compartilhada por outras pessoas, que por incrível que pareça têm as mesmas preferências que a gente. É só navegar um pouquinho entre as comunidades do orkut pra constatar isso. Até àquelas coisas que as pessoas, por alguma razão, não contam pra ninguém, são dedicadas comunidades, que daqui a pouco já têm milhares de entusiasmados participantes. Eu escovo os dentes andando e Eu falo sozinho são exemplos disso.

Esses dias eu estava procurando comunidades sobre videogames antigos, como o master system e o super nes (sim, já é antigo), e a nostalgia veio à tona com centenas de fóruns relacionados ao assunto. Não se limitavam a jogos, mas também iam a fundo com fases específicas de jogos, personagens, trilhas e por aí vai. Tinha um joguinho que eu gostava muito, o Top Gear. Joguinho de corrida bem comunzinho, mas viciante. As músicas eram muito legais, tinha reabastecimento e dava pra jogar “de dois”, com a tela dividida ao meio (que ficava assim até quando se jogava “de um”). No decorrer dos campeonatos, apareciam umas pistas mais difíceis, e algumas tinham umas placas de sinalização gigantes, só para o sujeito dar de cara com elas e parar no meio da corrida. Isso era profundamente irritante, porque todo mundo ultrapassava o teu carro. Pois hoje eu entrei na comunidade Eu odeio a placa do Top Gear.

Ou seja, qualquer coisa que se imagine já tem a sua comunidade no orkut. É só procurar. Se não achar, é porque está na hora de criar uma.

Fábio | 03:27 | Fala que eu te escuto:


Segunda-feira, Janeiro 17, 2005
 

rock, finalmente

Sexta passada fiz algo que há muito não fazia. Fui ouvir rock. No 356 teve três shows, mas não tenho registros do primeiro. Fui testemunha do primeiro show “oficial” da 7to9, bandinha de esteio que eu já tinha tido o prazer de ver numa madeireira, se não me engano. O som de Arlen (parceria) e cia. realmente está muito bom. Curti muito a performance, que foi ajudada ainda pela boa acústica do local (pra mim, pelo menos). Após vários minutos tentando afinar os instrumentos, os caras disseram “tá pessoal, vai assim mesmo”, e mandaram ver. Bom, acho que se a afinação “perfeita” tivesse sido obtida o show não teria ficado tão massa. Os caras estão de parabéns, e que sigam com os shows. Depois subiu no palco a Viana Moog, também muito massa. Rock ‘n roll, eu diria. Haviam me falado mal dessa banda, mas constatei o contrário. Curti muito as guitarreiras e os berros do vocalista que se chama simplesmente Cidade.

Foi muito bom ir num evento desses após um bom tempo. Tenho me assustado com o ritmo com que as festas de música eletrônica vêm se instalando por aí, e às vezes dá medo de que essa coisa domine a cena, já que aparenta ser a modinha do verão. Essa cultura é estranha. Cada um tem a sua banda de rock favorita, cada um na sua, sempre buscando novos horizontes, e tal. No mundo da música eletrônica, os flyers dos eventos anunciam coisas do tipo “fulano de tal” (geralmente um codinome familiar só aos entendidos), “de tal país”, “o 6° do mundo”. Sim, eles têm um ranking, imagino que atualizado permanentemente. Bom, sexta no expresso deu pra ver que nem tudo está perdido, felizmente.

Fábio | 09:44 | Fala que eu te escuto:
 

passado o tsunami

Um cachorro que caiu do caminhão de mudança. Esse sou eu, literalmente. Se eu enveredasse pros lados místicos/religiosos/espirituais da vida, diria até “que bom”, é sinal que já estou nas primeiras prestações do pagamento da minha dívida com os céus. Como sou cético, digo “que ruim, que bosta, que merda”. Pra deleite de uns, tristeza de outros e indiferença de mais outros. Mas a vida segue, e veremos se recuperamos o essencial, pelo menos. Este surrado blog já virou o meu querido diário novamente, mas essa não é a idéia. A idéia é MUDAR.

Fábio | 09:41 | Fala que eu te escuto:
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